04/08/2012

Ato Falho - Henrique Cerqueira


Ontem eu sonhei com ela
Apesar das poucas vezes que eu consigo vê-la
Nossos universos parecem tão distantes
É logicamente inconcebível pensar em nós dois
Hoje eu acordei sonhando com ela, que bela, que bela
Apesar de conhecer tão pouco a vida dela, que bela, que bela
As horas do dia vão-se embora, seu perfume, seu dengo
Seu jeitinho, seu abraço, não me deixam, não me deixam
Mas eu não tenho tempo agora pra me apaixonar
Tenho mil empreendimentos para consolidar
Estou lutando para conquistar o meu espaço
Quero viajar o mundo inteiro
Saber vive meu momento a sós com Deus
Eu troco nomes de amigas, conhecidas pelo dela
Andando pelas ruas, sempre penso lhe ver
Em qualquer rosto, mas que louco, meu coração vai a mil
Meu Deus, me ajude, meu mar está bravil
Não há razão de ser, meu coração querer
Deixa ela morar, assim sem mais em mim
Ó consciência sã, sonde ele em teu divã
Pois este meu coração ato falho é um inconsciente
É tão sem juízo
Tantas outras vezes ele se enganou